O amor prevalece

18 de dezembro de 2017

Em uma viagem ao Oriente Médio, o Pr. Cleverson Bigarani, um dos missionários_MG_9211 mobilizadores de Missões Mundiais na cidade do Rio de Janeiro, foi responsável por levar recursos ao campo. Mesmo com poucas chances de entrar em um campo de refugiados, conseguiu alcançar seu objetivo e teve sua vida impactada.

O pastor já passou por alguns países da Europa em viagens missionárias e isso contribuía para que tivesse pouco acesso ao Oriente Médio.

“Quando eu anunciei no grupo de mobilizadores que eu iria, teve um missionário que disse que minha chance de entrar no Líbano era de 1%”, contou o pastor.

Sem muitas dificuldades, o mobilizador conseguiu entrar no país.

“Entrei mais fácil do que imaginei, porque o 1% com Deus é maioria. É o suficiente”, disse Cleverson.

Chegando ao país, o qual não citamos o nome por questões de segurança, o pastor foi recebido pela igreja plantada por Missões Mundiais na região. Fica em um vale onde estão concentradas as pessoas que fugiram de conflitos. Lá não há campos de refugiados organizados pela ONU, porque o país não permitiu. A igreja dá todo o suporte para os trabalhos que são realizados ali.

“Em meio a tantos refugiados, me veio o texto de Gênesis 16, em que Agar foge e recebe a visita de um anjo que pergunta: ‘De onde você vem e para onde você vai?’. Certamente, esse tipo de pergunta é o que muitos que ali se refugiam mais ouvem”, conta o mobilizador.

A igreja fez um atendimento com médicos e dentistas para 1.200 refugiados em um período de cinco dias. Cleverson acompanhou de perto esse atendimento e uma família de muçulmanos chamou a sua atenção.

A família de muçulmanos foi uma das últimas a serem atendidas, mas não desistiram. Quando terminaram a consulta, foram até a farmácia que também faz parte da igreja. E no fim do dia, quando a farmacêutica encerrou o trabalho, contou à experiência que teve com essa família.

“Normalmente eu pergunto se eles estão sendo bem atendidos, e todos falam maravilhas. Mas me chamou a atenção um senhor. Ele tem um pouco mais de 40 anos, com esposa e filhos que foram lá buscar o remédio. Eu perguntei se gostou do atendimento, ele me respondeu: ‘ Pela primeira vez na minha vida, eu fui tratado com dignidade, eu fui tratado como um ser humano, e esse pessoal aí realmente nos ama.´. Fiquei muito emocionada ao ouvir isso”, disse a farmacêutica voluntária.

Muitos refugiados sabem que são os cristãos que estão ali fazendo algo por eles. Sentem-se amados e alguns declaram “O Deus desses cristãos é um Deus de amor”.

O amor não é uma palavra, são atitudes de amor para com o próximo. Independentemente de diferenças, o amor deve prevalecer.

colaboração Ana Jhuly Stellet

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