Luta pelos refugiados

08 de outubro de 2018.

A sexta-feira (05/10) começou aqui no Brasil com uma notícia muito interessante. Foi anunciado o Nobel da Paz.  E dessa vez, os dois ganhadores estão diretamente ligados ao drama humanitário dos refugiados e de mulheres que, em muitos países, são tratadas como objeto, sem direito a escolhas.

Um dos vencedores é o médico congolês Denis Mukwege, que ajudou clínica e humanitariamente a milhares de mulheres vítimas de estupro em uma região do Congo, que ficou conhecida como a cidade dos estupros.

A outra ganhadora é a ativista iraquiana Nadia Murrad, ginecologista e que foi escrava sexual de militantes do Estado Islâmico.  Ela é da minoria étnica Yazidi (minoria não muçulmana dizimada no Iraque).

Dia e ano histórico. O ano de 2018 ficará marcado pelo alerta  que o Nobel  da Paz  traz sobre a necessidade de se olhar para os refugiados do mundo (mais de 65 milhões).

A declaração de Nadia Murrad tocou profundamente o meu coração. Ela disse:

”Minha região (Kocho) ficou tomada de 03 a 15 de agosto daquele ano. Durante aquele tempo, o mundo inteiro sabia que havia quase 1.800 pessoas sitiadas, mas ninguém tentou nos ajudar. Nem o governo do Iraque, nem os curdos e nem o Ocidente.  Além disso, os vilarejos vizinhos eram muçulmanos [e apoiadores do Estado Islâmico] e não nos abrigariam se pedíssemos ajuda”.

A partir do dia 22 de outubro estarei próximo à região de Nadia. Peço para que ore. Clame ao Senhor para que, mais uma vez, eu e minha família possamos ser usados para anunciar o nome que é sobre todos os nomes, Jesus Cristo, tanto aos refugiados quanto aos seus perseguidores.

 

Caleb Mubarak, missionário para o mundo árabe e refugiados

 

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