Jovens despertam para o Nun

25 de julho de 2017

Mais de mil jovens de todas as idades compareceram ao Despertar, congresso organizado pela Juventude Batista Brasileira e que este ano aconteceu entre os dias 19 e 22 de julho em Natal/RN. Como anfitriã, a Igreja Batista Vida Nova recebeu a todos de forma muito calorosa e os voluntários da Convenção Batista Norte-Riograndense foram um destaque à parte, servindo a todos sempre com sorriso no rosto. Todo este cenário foi o que Deus havia preparado para Missões Mundiais apresentar ao público a causa da igreja sofredora, mostrando um pouco do que pretendemos levar às igrejas de todo o Brasil nos próximos anos: Nun – Somos Um. Somos Nazarenos.

Veja fotos do Despertar no Facebook de Missões Mundiais.

Durante os quatro dias de evento, Missões Mundiais se fez presente com um estande e participações nas plenárias com as mensagens do Pr. Caleb Mubarak e de ex-integrantes do programa Radical. Estande e mensagens levaram o público a assumir que “somos um, somos nazarenos”.

O Pr. Caleb, missionário no Oriente Médio, uma das regiões com maior concentração e refugiados e onde a igreja sofredora se faz presente de forma bem intensa, falou em especial sobre o drama da Síria.

“É o maior drama humanitário depois da Segunda Guerra Mundial. Só em um campo de refugiados no Oriente Médio vivem 100 mil refugiados, pessoas que perderam absolutamente tudo e hoje vivem em tendas, sujeitas ao calor de 60 graus no verão e à neve que cai no inverno”, disse Caleb.

Em todas as oportunidades de contato com o público, Missões Mundiais explicou como o símbolo NUN (a letra N em árabe) começou a ser marcada de forma pejorativa pelos soldados do Estado Islâmico nos imóveis dos cristãos do norte do Iraque e da Síria. Os moradores dos lugares que recebiam esta marca eram sujeitos a todos os tipos de violência, caso não abandonassem a fé em Cristo e se convertessem ao islamismo. Foi então que cristãos do mundo inteiro começaram a apoiar a igreja sofredora, usando o Nun em suas roupas, objetos e na própria pele.

“Os nossos irmãos sírios estão refugiados hoje por causa da sua fé. Mas eles não se escondem. Pelo contrário, fazem questão de se identificar como cristãos, marcando em suas tendas a letra N (em árabe) e exibindo a frase ‘Jesus é a luz do mundo’”, comenta o missionário.

Caleb lembrou que eles poderiam estar escondidos, omissos porque sofrem perseguição. Mas fazem questão de mostrar a todos que Jesus é a luz do mundo.

“Eles acreditam que helicópteros de redes internacionais de TV vão sobrevoar o local e mostrar ao planeta sua fé em Cristo,” conta.

E a fé inabalável destes irmãos da igreja sofredora tem alcançado outros muçulmanos, que desiludidos com sua própria fé, tem procurado os cristãos. E assim, têm ocorrido várias conversões nos campos de refugiados.

Caleb lembrou dados da ONU que mostram que em todo o mundo há 60 milhões de refugiados, 28 milhões deles são crianças. E fez um desafio: “Você vai permitir que eles sofram em silêncio ou vai querer fazer algo?”.

Diante deste apelo, jovens se comprometeram a orar, outros a ofertar e outros a compartilhar a causa. Mas o missionário enfatizou que também é possível apoiar usando a sua vocação, visitando como voluntário um dos campos de refugiados onde mantemos ações. E deixou uma frase de Mário Freitas (CEO da Missão Mais) para reflexão: “Vocação é quando um problema do mundo me tira o sono”.

No último dia de Despertar, os ex-integrantes do programa Radical Mibsan Santos, Tássia Andrade, Diego Souza, Luciano Rodrigues, Erick Moura, Raquel Coelho e Samuel Pimentel enfatizaram justamente como se importam com os problemas do mundo e tomaram a importante decisão de usar sua vocação no campo por um tempo determinado, mostrando que a igreja sofredora não está presente apenas no Oriente Médio, mas em toda a Ásia e também na África, na Europa, na América e na Oceania.

O encerramento do Despertar foi marcado ainda pela despedida da diretora executiva Gilciane Abreu, que em seu discurso falou da importância dos jovens se enviarem uns aos outros para atender aos anseios da humanidade.

“Quantos gritos existem no mundo e muitas vezes nós estamos em nossa rotina e não paramos pra ouvi-los? A Bíblia nos mostra que, em determinado momento, Paulo quebra a sua rotina para ouvir o ‘grito’ de uma menina”, comenta Gil, como é carinhosamente chamada pela juventude batista.

Ela levou os jovens a assumirem o compromisso de ser resposta para estes “gritos” do mundo. E completou:

“Esta é uma noite de envio. Nós vamos encerrar um enviando o outro. A missão não acontece dentro da igreja. A missão acontece quando a gente sai das quatro paredes da igreja”.

Como agência missionária, estamos de braços abertos para os jovens que tomaram esta decisão e desejam ser enviados. Seja para atuar junto à igreja sofredora ou em outra frente missionária ou voluntária, entre em contato com nosso recursos humanos através do e-mail [email protected].

por Marcia Pinheiro, enviada especial a Natal/RN



Comente o Artigo

O seu endereço de email não será publicado.