Atuação reconhecida no Equador

08 de novembro de 2017.

A Convenção Batista Equatoriana outorgou um reconhecimento à Missões Mundiais e à missionária Marta do Carmo por sua ajuda e apoio às vítimas durante o terremoto que atingiu o Equador em 2016.

Marta também teve a oportunidade de participar da cerimônia formatura de plantadores de igrejas, projeto que nossa missionária teve o privilégio de coordenar na província de Imbabura, localizadaWhatsApp Image 2017-11-04 at 7.05.41 PM na região de Sierra.

“Foi uma reunião muito bonita, e abençoada por nosso Pai. A Deus toda honra e glória”, comenta Marta.

Marta tem direcionado suas ações aos indígenas de Imbabura, um trabalho, segundo ela, bem diferente de tudo o que já havia feito.

“Cada dia aprendo mais com eles, de sua cultura, comportamento, forma de pensar. Tenho pedido a Deus que me dê sabedoria, pois não entendo muitas coisas, nem certos porquês, mas Deus, a seu tempo, tem me mostrado e me ensinado muito com eles”, diz.

Há um ano em Imbabura, ela percebe portas cada vez mais abertas à obra missionária. O Plantadores de Igrejas começou com estudos bíblicos e hoje já apresenta os primeiros resultados. Mas o início foi difícil. Começaram com 20 indígenas que se mostravam desanimados e achando que não tinham capacidade para evangelizar e discipular outras pessoas.

“Eles tinham medo de falar, não sabiam muita coisa da Bíblia e se sentiam muito inseguros. São indígenas já crentes há algum tempo e não imaginei que haveria esse problema, pois quando os chamei para o curso vieram prontamente e muito animados”, revela a missionária.

WhatsApp Image 2017-11-04 at 7.05.00 PMMarta percebeu, então, que os indígenas nunca tiveram um tempo de estudo bíblico onde pudessem se expressar e fazer perguntas. Ela descobriu que eles amam dar testemunhos, falar do que o Pai fez em suas vidas. Muitos se expressam em seu idioma natural, o Kichua. Assim, começaram do zero com estudos bíblicos e discipulado. Alguns demoraram um pouco para se sentirem seguros, mas não desistiram e formaram um grupo muito animado.

“Estou encantada com esse trabalho com eles, por poder conviver com essa cultura e esse povo tão especial. Deus tem feito maravilhas aqui. Ele tem me mostrado muito e me ensinado de diversas maneiras através das comunidades e culturas”, conta.

Marta também trabalha na cidade com cinco igrejas que pertencem à Associação de Igrejas e com três comunidades indígenas que vivem isoladas e que têm muitas dificuldades em se misturar com a população da região metropolitana. Marta entende que esta é a oportunidade que Deus tem lhe dado de ampliação de sua visão de mundo, podendo estar com culturas diferentes no mesmo campo missionário.

“Subo a montanha sozinha para fazer esse trabalho. Cada dia para mim é um grande desafio. Mas a fidelidade do Senhor tem me sustentado e me protegido. E seu amor e sua presença me enchem cada dia mais o coração e me confirmam o chamado para o trabalho  nesse lugar com esse povo tão especial para o nosso Deus”,  alegra-se.

 

por Marcia Pinheiro

 

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