Os primeiros campos

No parecer para a criação da Junta, o missionário menciona uma carta recebida que noticiava a existência de batistas trabalhando na Missão da Aliança, e que, por meio deles, já havia cerca de 900 batistas no país andino que desejavam ser organizados em igrejas batistas.

Tal carta foi entregue pelo pastor Carlos Roth, missionário de origem alemã que veio para a América do Sul supervisionar o trabalho batista entre os germânicos no Brasil, na Argentina e no Chile. Lá no país andino conheceu o pastor escocês William Daniel Thompson Mac Donald Sinclair (1852-1939) e o pastor Wenceslao Valdívia, chileno, que viria a ser o primeiro missionário nacional sustentado pelos batistas brasileiros. E foi o pastor escocês que enviou a carta para o missionário Bagby.

O primeiro campo
Estabelecidos os contatos com Mac Donald e com Wenceslao Valvídia, o missionário W. B. Bagby enviou ao missionário Salomão Ginsburg uma notícia na qual demonstrava toda a sua alegria: “Tenho novas para todos vocês. Domingo, 26 de abril, foi organizada a primeira Associação Batista Chilena (que aqui é denominada Conferência Batista), com delegados de doze igrejas batistas representando mais de 500 membros”.

Finalmente, em 1917, os batistas brasileiros transferiram para a Junta de Richmond, hojeInternational Mission Board, a responsabilidade que, desde 1908, mantinha com os batistas chilenos por muitos anos. Todavia, anos depois, os batistas brasileiros voltariam a estabelecer uma nova missão no país andino.

Portugal, o segundo campo missionário
A segunda recomendação da primeira assembleia da Convenção Batista Brasileira foi a de que a “jovem” Junta olhasse com acuidade a situação de Portugal como um dos nossos futuros campos missionários. Foi exatamente o que fez a Junta: enviou a Portugal o missionário Zacarias Clay Taylor, o pioneiro que formava, ao lado de J. J. Taylor e W. E. Entzminger, a tríade dos mais bem preparados missionários dos primeiros 25 anos do trabalho batista no Brasil.

A presença de Zacarias Taylor em Portugal foi de extraordinária importância, pois ele reuniu-se com os representantes da igreja batista, organizada por Reginaldo Young, na cidade do Porto, os quais dela foram afastados e reorganizados em igreja em 24 de setembro de 1908, manifestando o propósito de colaborarem com a Convenção Batista Brasileira. Desse encontro surgiu, em 20 de dezembro de 1908, a Primeira Igreja Batista do Porto, ou Tabernáculo Batista, reorganizada em concílio que teve a participação de Zacarias Taylor.

Alguns anos depois, em 1912, os membros de igreja organizada por Joseph Jones (1848-1928), ainda sob sua liderança, foram para a PIB do Porto formando, então, uma única igreja. É bom dizer que Joseph Jones foi batizado no Tabernáculo Batista de Londres, pelo irmão de Charles Hadden Spurgeon, John C. Spurgeon. Ao regressar a Portugal imergiu os primeiros candidatos e organizou a igreja de que foi pastor, em 6 de setembro de 1888, cabendo-lhe a primazia de organizar e pastorear a primeira igreja batista, de fato, em Portugal.
A partir dos últimos anos da década de 1940 surgiram os seguintes novos campos:

  • 1946 - Bolívia
  • 1964 - Paraguai
  • 1970 - Moçambique
  • 1973 - Angola
  • 1974 - Açores – Portugal Insular
  • 1975 - Uruguai
  • 1976 - Argentina
  • 1977 - Venezuela, França e Espanha
  • 1978 - Canadá
  • 1980 - África do Sul
  • 1981 - Estados Unidos
  • 1982 - Peru e Equador
  • 1983 - Colômbia
  • 1984 - Macau – China
  • 1986 - Chile (retorno)
  • 1990 - República da Guiana
  • 1991 - Costa Rica, República Dominicana e Itália
  • 1992 - Romênia, Índia e Japão
  • 1994 - Formosa – Taiwan, Guiné-Bissau, Senegal e Albânia
  • 1995 - Ucrânia
  • 1996 - Panamá, Cuba, Cabo Verde, Líbano e México
  • 1997 - Tailândia, Polônia, Moldávia, Palestina, Geórgia, Azerbaijão, Bielo-Rússia, Uzbequistão, Tadjiquistão e Turcomenistão
  • 1998 - El Salvador, São Tomé e Príncipe, Rússia, Armênia, Israel e Egito
  • 1999 - República da Guiné, Afeganistão e Turquia
  • 2000 - Botsuana, Estônia, Letônia, Lituânia, Iraque e Síria
  • 2001 - Timor-Leste e Guiné Equatorial
  • 2002 - Guiana (retorno – parceria), Macedônia e França (muçulmanos – retorno)
  • 2003 - Namíbia, Jordânia e Marrocos
  • 2004 - Cazaquistão, Indonésia, Malásia, Mali e Níger
  • 2005 - Etiópia, Timor-Leste (retorno)
  • 2006 - Letônia (retorno), Albânia (retorno), Tunísia
  • 2007 - Guiné Equatorial (retorno)
  • 2008 - Haiti, Burkina Fasso, Filipinas
  • 2010 - Gâmbia
  • 2011 - República Centro-Africana

Textos de Othon Ávila Amaral, historiador, membro da IB Betel em Mesquita (RJ).

 

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